Junta de Freguesia de Ega EN | FR | DE
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Natural
Nascente, Arrifana
Nascente, Arrifana
paisagem, Rebolia
paisagem, Rebolia
  Roselha, Casal de Ameixeira
Roselha, Casal de Ameixeira
  Paisagem, Casal de Ameixeira
Paisagem, Casal de Ameixeira
Pervinca, Casal do Missa
Pervinca, Casal do Missa
  Ega
Ega
  Rios dos Mouros, Ega
Rios dos Mouros, Ega
Nascente, Arrifana

Descobrir a riqueza natural da freguesia da Ega é encontrar neste território marcadamente rural uma diversidade de elementos que, quando observados atentamente, nos fazem entender uma história singular e nos mostram como, desde tempos imemoriais, as populações foram aprendendo a aproveitar e a conservar os recursos locais.

Caracteristicas climáticas

Na presença de um clima mediterrânico caracterizado por Verões quentes e secos e Invernos frios e húmidos, com uma precipitação média anual pouco elevada, a freguesia de Ega encontra-se numa área dominada por formações calcárias datadas do Jurássico Médio, complementada com algumas formações mais recentes do Cretácico e do Quaternário. Estas formações são as mesmas que ocupam grande parte do setor ocidental do Maciço de Sicó, sendo na sua maioria calcários puros, compactos e de grão fino, denominados por "calcários de Dogger". O fraco teor argiloso destes calcários permite a fácil dissolução dos carbonatos de cálcio e proporciona o desenvolvimento de grande número de formas cársicas de superfície e de profundidade que tornam o maciço muito permeável à água.
A combinação de formações complexas (serra, grutas, nascentes, planície) ajuda a entender o funcionamento dos sistemas hidrológicos cársicos, característicos das serras calcárias, e permite uma fácil comparação com sistemas hidrológicos de natureza muito diferente como os que se observam nos territórios adjacentes, onde o arenito e o xisto predominam.
es quentes e secos e Invernos frios e húmidos, com uma precipitação média anual pouco elevada, a freguesia de Ega encontra-se numa área dominada por formações calcárias datadas do Jurássico Médio, complementada com algumas formações mais recentes do Cretácico e do Quaternário. Estas formações são as mesmas que ocupam grande parte do setor ocidental do Maciço de Sicó, sendo na sua maioria calcários puros, compactos e de grão fino, denominados por "calcários de Dogger". O fraco teor argiloso destes calcários permite a fácil dissolução dos carbonatos de cálcio e proporciona o desenvolvimento de grande número de formas cársicas de superfície e de profundidade que tornam o maciço muito permeável à água.
A combinação de formações complexas (serra, grutas, nascentes, planície) ajuda a entender o funcionamento dos sistemas hidrológicos cársicos, característicos das serras calcárias, e permite uma fácil comparação com sistemas hidrológicos de natureza muito diferente como os que se observam nos territórios adjacentes, onde o arenito o xisto predominam.

A exsurgência da Arrifana e o Rio dos Mouros

A exsurgência da Arrifana e o rio dos Mouros constituem exemplos de elementos hídricos muito particulares. A primeira indica-nos que associados aos maciços cársicos ocorrem nascentes com caudais elevados e contínuos, que refletem a importância da infiltração e da circulação e armazenamento hídrico subterrâneo que aqui ocorre. O rio dos Mouros, que tem locais onde "desaparece" da superfície, não apresenta o normal vale em "V", típico dos cursos de água, uma vez que, nestas rochas, a infiltração é máxima não havendo praticamente escorrência nem, consequentemente, processos de erosão.
A qualidade da água utilizada em muitas das áreas de regadio, devida à ausência de atividades poluentes na bacia de infiltração de águas das várias nascentes (como as indústrias ou a pecuária intensiva), o uso de espécies e variedades agrícolas tradicionais bem adaptadas, a manutenção dos sistemas agrícolas tradicionais que suportam elevada diversidade (agrícola e natural), proporcionam um grande potencial dos produtos agrícolas da Ega, que poderão satisfazer nichos de mercado emergentes e exigentes como os da agricultura biológica e da alimentação saudável.

O Vale da Ega

No Vale da Ega encontramos poucos terrenos agrícolas de grande extensão e utilizados de modo intensivo com monoculturas. Predominam formas muito tradicionais de cultivo, sempre orientadas pela disponibilidade de água, proveniente fundamentalmente da exsurgência da Arrifana e do Rio dos Mouros.
Estas pequenas parcelas resultam da evolução agrícola local dos últimos séculos, e caracterizam-se por um desenho retangular muito alongado em que o lado menor (cabeceira) coincide com a passagem de uma regueira que, devido ao declive natural dos terrenos, permite, nos meses de Primavera e Verão, o regadio por pé.

Paisagem

A paisagem agrícola e florestal possui marcas características que importa não deixar escapar quando se visita esta freguesia. Interessa perceber as fortes relações entre a geologia dos calcários, ou carso, que afeta toda a freguesia, a sua geomorfologia e a biodiversidade resultante,que pode ser observada em cada nicho ecológico que encontrar.
É no contexto de grandes interligações geológicas e geomorfológicas, as quais foram fortemente
humanizadas, que permanece uma diversidade biológica onde inúmeras espécies de plantas, designadamente a Flora, e animais, a Fauna, nos chama a atenção para o facto de estarmos num local muito especial.





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